Minha família é o abraço mais protetor que eu já dei.
Os olhares surpresos com minha volta antecipada, e as perguntas curiosas pra saber o motivo antes acalantam do que incomodam.
Conto, conto tudo.
Assumo que a distância atrapalhou, que o amor acabou, que a sogra irritou.
Conto do tédio, das saudades, da saúde.
Conto quase tudo.
Vovó desconfia:
-Você arranjou alguém por aqui?
- Não, vozinha, não arranjei.
Não menti. Alívio pela pergunta não ter sido outra.
E sorrisos dos primos ao me verem com a cabeça erguida, sorrindo, exuberante. Tinha saudades de sorrir desse jeito. Meu sorriso de verão, brasileiro...
- Voltou a ser solteira! Que beleza! Agora é só folia. Carnaval taí...
- Carnaval é feriado. Quero descansar. Quero curtir as amigas, a praia, o mar.
Vovó admite:
- Eu sentia que você não estava bem, filhinha. Quando você foi eu fiquei com uma dor no coração! Saudades a gente sempre sente. Mas quando você foi pra Alemanha foi diferente. Você foi com outro astral. Dessa vez você estava tão tristonha.
- É que eu sabia que tinha acabado, vó.
- Pois quer saber, foi melhor assim. Trate de arranjar um por aqui pra ficar perto da gente. Dói tanto o coração quando você viaja. Já pensou, você ir embora?
(Vó apegada...)
- E se eu arranjar um chinês?
- Deus nos livre!
Mamãe cochicha com a tia.
"ela tá bem sim... Não aguentou a sogra"
Não foi a sogra, mamãe!! A sogra até me serviu pra eu ficar 3 horas todos os dias na academia, e no fim, como gatilho pra eu pensar em voltar.
- Você tá triste?
- Eu tô bem. Foi meu primeiro rompimento, não sei se eu devia estar me sentindo pior. Não sei como essas coisas funcionam.
- Mas você chora muito?
- Não mais.
"Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta, e o coração tranqüilo."
sábado, 31 de janeiro de 2009
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