É todo toque.
Não importa se é dia ou noite, se madrugada.
Se nas ruas há temporal ou calma alvorada.
Quando você chega a mim
Tudo pára.
Nunca sei se tua bochecha ou tua boca espera meu beijo.
Por não ter segurança pra arricar, beijo a bochecha fingindo-me indiferente
Mesmo tendo só desejado tua boca nesses meses
Mas eu prefiro esperar.
Esperar seu sinal me permitindo te tocar
Nem consigo olhar nos teus olhos, por medo de me entregar.
Depois já nem conseguia sossegar. Em que posição eu devia deitar ao seu lado?
Sua boca me chamava, seu cheiro me hipnotizava, mas eu prestava atençao nA procura da felicidade.
E ela deitada ao lado de mim!
Controlei minha respiração pra não parecer nervosa quando seus braços envolveram meu corpo como nunca antes. Eu fingia não ligar, mas prestava atenção em tudo. No teu pulsar acelerado, no afago na tua barba no meu pescoço e até nos seus cílios piscando na minha orelha... Eu sentia as partes de você que buscavam coisas de mim - meu corpo, meu toque, meu cheiro. Eu me embriagava na certeza de você junto a mim.
Foi tudo muito natural.
E agora você se foi, mas seu cheiro, como sempre, fica em mim. No meu quarto, na minha roupa, entre meus cachos...
Tudo aqui agora tem você. Eu preciso escrever.
Essa madrugada é diferente, porque você veio.
E sei que meu sono será velado pela sua presença recente.
E eu me despido com um abraço e um beijo
Mas me falta coragem pra dizer:
Quero te ver novamente.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
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