quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Que inveja da Paula!

Ontem me deitei por volta da meia noite e durante quase uma hora fiquei perdida nos meus devaneios, numa luta desigual contra meu sono fraco.
Minha imaginação alcança lugares inalcançáveis e pessoas inatingíveis, e deitada nas minhas aconchegantes fantasias, minha felicidade lateja.
Como é cruel o Acaso...
No fatídico momento em que eu desejava o improvável, berrou no escuro meu celular. Foi à 1:02:26 da manhã.
Dei um pulo de susto e abri sorriso de felicidade, crendo na força do meu pensamento.
"É ele!"
Ria-se, ria-se. Eu ri também.
Abri meu celular e o visor também riu da minha cara. Não apareceu seu nome (pois é... agora o tenho na minha agenda, pra ver se minha memória se desacostuma com a ordem dos números que já inúmeras vezes foram discados em vão), ao invés disso 7353... QUE ÓDIO
Nem me dei ao trabalho de atender, pois além de provavelmente ser a cobrar, eu já falei pro imbecil que me liga que eu não sou a porra da Paula e não estou me importando se ele a ama ou não!!! Na cólera de frustração em que eu me encontrava, o insistente rapaz ouviria palavras nada agradáveis, então nem atendi.
Ai me coloquei no lugar do pobre coitado.
Tirando o fato de ele ser, de fato, um imbecil, uma vez que eu já lhe disse que eu NÃO SOU A PAULA, temos algo em comum: Somos ambos persistentes.
Depois que ignorei sua ligação imaginei que ele deveria estar se sentindo exatamente do jeito em que me sinto quando uma ligação minha é deixada de lado.
Deixei de lado porque incomodou-me. De certo incomodo também.
Não quero ouvir o que essa pessoa tem a dizer, e talvez você também não queira.
Ai, ai... Como pode ser cruel o Acaso.

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