quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Comemoro

Eu sou do tipo de pessoa que celebra as pequenas conquistas. Coisas que me são importante, mas que para outras pessoas não tem o mínimo significado.
Comemorei demais quando passei na UFSC. Menos por ter entrado na universidade do que por então ter a certeza de não mais ter que fazer cursinho. Comemorei quando passei na UNESP, pois era pra Araraquara mesmo que eu queria ir. Eu? Voltar a morar em São Paulo, aquela cidade caótica? Nem que me paguem.
Não me pagaram, mas me mandaram. Quando passei na USP não houve aquele momento em família em que se discute pra onde é melhor ir: Vai pra USP.
Pois fui, comemorei, gostei e fiquei.
Comemorei quando consegui pegar a habilitação que eu queria, assim como comemoro intimamente todos os ideogramas que eu consigo reconhecer só de bater o olho.
Comemoro com sorrisos de contentamento todos os momentos que passo com os meus. Sei o valor que amigos e família têm na minha vida, e durmo, sem brincadeira, todas as noites agradecendo à Deus (ou ao Universo, ou ao meu Anjo da Guarda, ou coisa que o valha) por eu ter a família que eu tenho. Acredito que pra mim cabe muito agradecer do fundo do coração, considerando que eu poderia ter tido uma vida completamente diferente se tivesse sido adotada por outra família.
Então agradeço o perfect timing dos meus pais (os reais, os únicos que conheço, me importo e amo). Por causa deles tenho as irmãs que tenho, a família que tenho e, sim, os amigos e a vida que tenho.
Comemorei quando consegui entrar na saia que por anos ficou esquecida, e que posteriormente foi pendurada pra fora do armário para que eu me visualizasse dentro dela. Comemoro mais ainda por saber que hoje a saia me cabe muito bem, e que já não tenho roupa alguma pendurada pra fora.
Comemorei como uma criança que ganha um brinquedo novo o dia em que mudei de decimal nos meus quilos. Uma vez, e depois, novamente. Sai dos 70! Relendo escritos meus de um ano atrás, chegar nos 70kg parecia algo inalcançável, e hoje, não apenas consegui, como ultrapassei e continuarei emagrecendo até alcançar minha meta. Comemoro cada grama emagrecida. "Mereço, aceito, agradeço e quero mais."
Comemorei quando consegui correr 40 minutos sem parar, depois 45, 50, 55, 60, 65, 75, 85 e 95!! Uau! 95 minutos de corrida, Julinha! "Não imaginaste que terias este preparo, né?"
Não, não imaginei.

Sorrio a todo elogio que recebo, a todo flerte inesperado. Gosto de ver meu trabalho reconhecido
Todos os dias que consigo superar meus limites eu comemoro, pois a cada pequena barreira que eu venço, cada carga adicional na musculação, cada 100 metros a mais percorridos, aproximo-me do meu objetivo, e me certifico de que, realmente, nada é impossível desde que queiramos. A cabeça também aprende com o corpo.
Comemorei as decisões acertadas que tomei recentemente, mesmo tendo passado por momentos críticos, e mesmo tendo escolhido um outro caminho pra minha vida.
Tenho muitos motivos para ser grata e para comemorar.
Mas ainda falta comemorar muita coisa.
Agora o que eu finjo querer é comemorar o dia em que passarei sem pensar em você.
Não digo as horas, porque não sou assim tão romântica, e tenho vida própria.
Mas a manhã em que acordarei sem pensar em você será praticamente inédita nos últimos 3 anos. 3 anos!
As noites têm sido diferente. Sempre penso, ás vezes fantasio, ás vezes sinto falta, nostalgia.
E meus sonhos ás vezes conseguem se livrar do pensamento em você.
Ontem fui dormir pensando em você, mas comecei a sonhar em paz.
Mas que inferno! Mensagem às 5 da manhã! Deve ser aquele louco que acha que eu sou uma tal de Paula, e que fica ligando a cobrar e se declarando por mensagens.
Não era. Não era declaração, era só você me respondendo objetivamente uma pergunta que eu já não tinha grandes esperanças de ser respondida.
No meio da minha noite meu sono foi interrompido. Sem problemas, logo voltei a dormir. O meu problema foi depois disso não ter conseguido convencer meus sonhos a não se configurarem em você.

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