Já passei da fase de querer definir todas as coisas que tenho aqui dentro
E nem mesmo quero mais descrever o que vejo em você
Sua pele morena
Sua boca atraente
E até o seu sorriso que desabrocha meu olhar
De nada disso vou falar.
Que serventia têm minhas palavras
Que eternizam meus desejos, meus anseios
Mas que só pairam no ar?
Não sei quem me lê
E decerto não me podem entender
Minhas palavras são tão insuficientes!
A dimensão do seu olhar não consigo colocar em palavras
Menos ainda o que senti quando você me abraçou
Mas eu queria.
Queria poder eternizar aquele momento em todas as linhas que escrevo
Cantar a canção que nosso toque compôs no ar
Mas não posso
De que valem minhas letras soltas, então?
Memória minha, nunca me falhe.
Permita-me sempre lembrar dos momentos indescritíveis que vivi
Permita-me lembrar do beijo dele...
Ah... O beijo
Como podem seus lábios e língua se moldarem tão bem nos meus?
E tudo se afaga como que involuntariamente
Eu não preciso pensar em nada
Lábios atraem línguas que atraem nucas que atraem mãos que atraem peitos
E toda pele tua eu desejo tocar
E guardar no meu toque o calor, o odor, e toda a vibração que teu corpo causa em mim
Mas são só palavras.
Perdoem-me, palavras minhas
Eu espero muito de vocês.
Quero que sejam começo e meio
Quero que o tragam pra mim
São só palavras, minhas palavras
Partidas de mim,
Perdoe minhas palavras
Minhas explicações, definições
Nenhuma delas vale nada
Pois a melhor definição de qualquer sentimento que eu guardo em mim
De qualquer sensação que você me causa e que parece não ter fim
É falha
Pois por mais que eu escreva ou cante as mais belas canções deitada no breu
Nada disso vale um beijo teu.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
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