Por um ponto comecei a escrever
Só de encostar a ponta da minha lapiseira macia no branco, veio um tufão, exclamação: você.
Cinza e branco. Você, assim... Simples assim. Complicado.
O metrô vai indo, indo. O homem lindo sorrindo ao lado de mim.
E eu com aquela vontade sem vontade- vontade sem vergonha, acomodada de chorar. Showrar.
Porque minhas lágrimas têm mais juízo e são mais sinceras que eu: não caem.
Sou ajuizada... "A" nao é prefixo de "ausência de"? Pois sou!
E você, o que é? Não sei, nunca soube e nunca chorarei.
Não sei porque não quero. Não quero porque nunca soube. Não saberei senão eu choro... nada!E eu desejo ainda -quietinha- que você me queira.
Teu olhar sei que tenho - sou incomodo calor. E meu carinho?
Restrinjo abraço, que nos teus braços eu já não passo- se passasse, não passaria- Ficaria-Ria-ria! De mim não tens carinho de motel- Apenas.
Todos os outros, em todos os lugares.
Olhares.
Evocando todos meus cantares.
Ah!
Maldita noite que me reviu você.
setembro de 2006
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
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