sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

(auto) tapa na cara

Recebi um artigo, novamente, daquele canal feminino, e veio a calhar.
O título é sugestivo: "Ele está afim de você?"
Mas se enganam se pensam que se trata de um simples teste em que se assinala "a" ou "b", e, se a maioria das suas respostas for "a", ele está te Amando, e se der "b", você é uma Babaca/Bocó/Boba, ou, ainda, ele tem intenção de te dar uma Bota.
Não.
O artigo, na verdade, não está entre os 100 melhores que eu já li. Às vezes tenho a impressão que não há tipo de esforço algum para escrever artigos que realmente interessem a mulheres (e não somente a menininhas leitoras de Capricho).
Enfim... O artigo em si me fez pensar sobre relacionamentos (propriamente ditos, pseudo ou proto) meus e de minhas amigas, e é nada impressionante, na realidade, como vários nomes me vieram à cabeça. Certamente vocês também se lembrarão de pessoas próximas. Uma frase, no entanto, despertou minha atenção por ser uma das verdades inegáveis do mundo: "a maioria dos homens não sabe dispensar uma mulher". Frase dita por um homem, Greg Behrendi, um dos roteiristas de Sex and the City e co-autor do livro "Ele simplesmente não está a fim de você".

No tédio em que me encontro neste Carnaval sem folia nem vontade de cair na gandaia, fiz uma retrospectiva de relacionementos meus e de que eu tive conhecimento (de amigas e amigos).
Não citarei nomes, mas, amigas, os sapatos disponíveis provavelmente cabem a mais de um que conhecemos :P

Fiz uma lista de algumas maneiras que os homens têm para tentar fazer-se entender que não estão interessados.

1- Achei necessário formar um grupo no item 1, já que as ações (ou falta delas) são semelhantes
a) Não ligam no dia seguinte (ou quando dizem que vão ligar)
b) Não atendem telefonemas nem mandam sms
c) Não respondem no msn
d) Não nos procuram no orkut
e) Atendem sem querer e desligam na nossa cara
f) Vêem que ligamos e não retornam

Acredito que de todas as formas de um cara não saber como dar um fora na mulher, estas do primeiro grupo são as piores. Não pretendo discutir caráter nem motivos. Digo que são as piores porque para nós simplesmente não faz sentido algum. Para toda mulher parece muito natural e imediato responder uma mensagem quando recebida, e atender ao telefone quando toca (e na impossibilidade de fazê-lo, retornar a ligação). Acredito ser questão de consideração e educação.
Quando isso acontece comigo eu fico desejando um dia encontrar na rua o cara e ligar pra ele, só para ver sua cara quando ele vê que estou ligando e não responde. Seria uma interessante experiência. Será que eles fazem cara de sarro? De "que saco, ela de novo!"?

2- (tirando do artigo) Depois de alguns encontros, o cara desaparece.

Se tem uma coisa que irrita profundamente não só a mim, como -acredito- a todas as mulheres é coisa mal-resolvida. Não é legal tomar nem dar fora, todos sabemos, mas deixar a coisa "no ar" é pior do que tudo. Mesmo que eles inventassem uma desculpa obviamente esfarrapada do tipo "vou mudar de cidade" ou "tenho dúvidas quanto à minha opção sexual" é melhor do que não dar um fim na coisa. O que eles parecem não entender é que nós somos, sim, capazes de absorver o que "não" significa, e que sobreviveremos ao fora. Além disso, não passa pela cabeça dos moçoilos que algumas mulheres necessitam da palavra final para colocarem fim no relacionamento.

3- A arte de enrolar.
Natural born artists são os homens. Movidos pela incapacidade de dar fim àquilo que não lhes interessa, eles simplesmente ficam num vai-não vai contínuo e desesperador. Às vezes ligam, marcam de sair e não aparecem. Respondem sms super fofos e dão bolo. Eles dão o bolo enquanto nós ficamos em banho-maria, até que eles estejam a fim de uma trepada fácil ou de um step pra acompanhá-los no churrasco do amigo.

4- A desculpa do sem tempo
Clássica.
Valendo-se da verdade que é viver na correria, principalmente da vida paulistana, o rapaz, trabalhador, estudioso, dedicado à família, nega todos seus convites de vocês voltarem a se encontrar. Enquanto isso, nós ficamos aflitas, esperando que surja uma horinha livre na agenda do rapaz para que possamos ir a um barzinho ou ao cinema. Muito provavelmente, SE ele voltar a nos procurar, a proposta de programa será completamente outra.

5- O indeciso
Acontece de o cara não ter certeza de seus sentimentos. Novidade para ele: Nós também não temos sempre. Independente disso, optamos por curtir os momentos agradáveis que passamos juntos ao invés de simplesmente tomar chá de sumiço. Não precisamos ter certeza do que sentimos para ter certeza do que nos faz bem. Eles às vezes parecem esquecer de tudo enquanto procuram certezas que talvez nunca encontrem.

6- O amedrontado
Uma novidade para os rapazes: Gostar de ficar junto não significa pedir em casamento (nem em namoro). Embora a mulherada tenda a fantasiar churrascos em família acompanhada pelo moçoilo, assistir juntinhos ao por do sol e brindar o Ano Novo juntos, nem toda mulher tem pressa de namorar. Cito Machado de Assis:
"Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento."


Certamente conhecemos e já nos relacionamos com alguém que atenda a uma (ou várias) das alternativas acima.
Não escrevi aqui para aconselhar ninguém além de mim mesma a repensar sua conduta quando lida com um cara desse tipo.
Às vezes tento argumentar que os homens são "sem noção" e "desligados", o que, de fato, são. Argumento por ser teimosa e persistir em algo que acredito que possa dar certo. Mas talvez seja hora de me dar um tapa na cara e acordar. Ele NÃO está interessado em mim. Se eu fizesse uma lista de motivos para acreditar que ele está afim e outra que ele não está afim, certamente a segunda teria algumas páginas, enquanto a primeira não passaria de poucas linhas.
Mas, terrivelmente, os fatos que me fazem pensar que sim por algum motivo me dão esperança e falam mais alto. Eu ando paciente e tolerante, não sei se até demais. Mas minha paciência parece ínfima quando lido com pessoas que são excessivamente pacientes.
Mas temo que confundo essa suposta paciêcia excessiva com falta de interesse. Então fico neste turbilhão de idéias e emoções, sem poder fazer nada além de escrever.
Vou ler um livro.

o link do artigo: http://www.minhavida.com.br/materias/bemestar/Ele+esta+a+fim+de+voce.mv?utm_source=news_mv_f&utm_medium=09_02_19&utm_term=header&utm_content=materia_dt&utm_campaign=afim_voce

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Coisa mais linda

Gosto muito de música popular brasileira e de bossa nova. Cresci ouvindo e cantando músicas desses gêneros, e me encanto com algumas composições.
Hoje ouvi uma cuja letra sempre me encantou. Os responsáveis pela composição não são ninguém menos que Carlinhos Lyra e, claro, Vinícius de Moraes.

Coisa mais bonita é você
Assim, justinho você
Eu juro... Eu não sei porque você
Você é mais bonita que a flor
Quem dera a primavera da flor
Tivesse todo esse aroma de beleza que é o amor
Perfumando a natureza ... Numa forma de mulher
Por quê tão linda assim não existe
A flor, nem mesmo a cor não existe
E o amor ... Nem mesmo o amor existe

http://www.youtube.com/watch?v=RGFv-dSAUjk&feature=related

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Algumas coisas que acontecem inesperadamente me deixam transtornada.
Ontem me aconteceu uma coisa que, além de transtornada, deixou-me irritada e me fez pensar sobre a cara deslavada que alguns homens têm.

Por volta das nove horas da noite de ontem, direcionava-me ao metrô Ana Rosa. Enquanto andava despreocupadamente pela rua Rodrigues Alves, vi vir em minha direção um rapaz por volta de seus 23 anos, loiro, olhos claro e estatura média. À medida que ele chegava perto de mim, não conseguia tirar meus olhos daquele rosto. Foi então que enquanto ele passava por mim, ouvi sair de sua boca as seguintes e lamentáveis palavras, seguidas de um olhar que ele pretendia ser do tipo 43:
- Oh, delícia!
E soltou pela boca um ruído que todas as mulheres já ouviram de um homem. Parecido ao ruído que fazemos quando queimamos a mão, antes de falar "ai".
Antes que eu pudesse absorver aquela informação grosseira, parei em frente ao sujeito, e espontaneamente disse:

- Eu te conheço!
O sujeito falava ao celular e ficou surpreso com minha reação. Desligou telefone e virou-se para falar comigo.
Eu, que estaria atônita se fosse provida dessa capacidade, comecei a rir e falei:
- Estudei contigo no Anglo!
Ele, duvidoso a princípio, só replicou:
-No anglo brasileiro?
-Sim.
-Eu estudei no Anglo Brasileiro.
- Eu era da sua sala! Você é o B.C!

Aquele nome trouxe consigo as lembranças mais fortes que eu tinha dele.
Mau aluno, bagunceiro, de poucos amigos e pinta de bad boy. Na classe todas as meninas o odiavam, porque ele era "nojento".
O nariz escorria o dia inteiro e ele vivia com um lenço sujo dentro do bolso da calça azul. B.C. não fazia questão de ser agradável a ninguém, e as crianças, maldosas como são, tinham uma brincadeira cruel:
Se acontecesse de B.C. tocar em alguma menina, esta fazia imediatamente uma cara de nojo, passava a mão no local onde ele tinha encostado, como limpando, e "repassava a sujeira" para a pessoa sentada à sua frente, dizendo: "meleca de C." E assim, sua meleca rodava a sala inteira até chegar a alguém que se enchesse de brincar.

Aquele reencontro me deixou desconfortável, pois eu não queria fingir que no passago tínhamos sido bons amigos. Na realidade, eu estava puta da vida por ele ter falado o que falou antes de me reconhecer, e ele nem desculpas pediu, e nem com cara de constrangido ficou.
Tive vontade de falar que aquele tipo de abordagens não lhe traria nada além dos mesmos olhares de nojo que as meninas de sua infância lhe direcionavam quando ele se aproximava delas.
Conversamos por uns 5 minutos, ele disse o que estava fazendo da vida, eu disse o mesmo, e nos despedimos como se aquele reencontro tivesse sido agradável:

- Legal te ver!

Mentira!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Já passei da fase de querer definir todas as coisas que tenho aqui dentro
E nem mesmo quero mais descrever o que vejo em você
Sua pele morena
Sua boca atraente
E até o seu sorriso que desabrocha meu olhar
De nada disso vou falar.
Que serventia têm minhas palavras
Que eternizam meus desejos, meus anseios
Mas que só pairam no ar?
Não sei quem me lê
E decerto não me podem entender
Minhas palavras são tão insuficientes!
A dimensão do seu olhar não consigo colocar em palavras
Menos ainda o que senti quando você me abraçou
Mas eu queria.
Queria poder eternizar aquele momento em todas as linhas que escrevo
Cantar a canção que nosso toque compôs no ar
Mas não posso
De que valem minhas letras soltas, então?
Memória minha, nunca me falhe.
Permita-me sempre lembrar dos momentos indescritíveis que vivi
Permita-me lembrar do beijo dele...
Ah... O beijo
Como podem seus lábios e língua se moldarem tão bem nos meus?
E tudo se afaga como que involuntariamente
Eu não preciso pensar em nada
Lábios atraem línguas que atraem nucas que atraem mãos que atraem peitos
E toda pele tua eu desejo tocar
E guardar no meu toque o calor, o odor, e toda a vibração que teu corpo causa em mim
Mas são só palavras.
Perdoem-me, palavras minhas
Eu espero muito de vocês.
Quero que sejam começo e meio
Quero que o tragam pra mim
São só palavras, minhas palavras
Partidas de mim,
Perdoe minhas palavras
Minhas explicações, definições
Nenhuma delas vale nada
Pois a melhor definição de qualquer sentimento que eu guardo em mim
De qualquer sensação que você me causa e que parece não ter fim
É falha
Pois por mais que eu escreva ou cante as mais belas canções deitada no breu
Nada disso vale um beijo teu.

Como ele é na cama? Tá na cara

Mais uma reportagem do canal feminino. Meninas, atenção no rosto do moçoilo antes de pistolar por ai. :P

Uma boa sedução começa tentando decifrar os segredos ocultos pela pessoa que chama a sua atenção. Que tal, então, descobrir como o alvo do seu interesse se comporta na cama antes mesmo de investir na conquista?
Para isso, basta reparar em algumas características físicas, como o tamanho dos olhos ou a distância entre as sobrancelhas, como explicam os mestres taoístas Mantak Chia e W.U. Wei no livro Reflexologia Sexual, um guia para os que se amam.
Por meio de estudos, eles mostram como a aparência pode revelar o potencial sexual de outra pessoa e sua compatibilidade física com ela. Olho nas dicas e foto do pretendente nas mãos para dar um adeus definitivo às decepções e às ciladas.
Lábios Os lábios são participantes ativos em qualquer paixão. De acordo com os autores, o lábio superior está mais ligado à natureza de dar amor, enquanto o inferior está relacionado ao ato de receber. Assim, homens e mulheres com lábios superiores mais carnudos têm personalidades mais propensas a dar carinho. Já as pessoas cujos lábios inferiores se destacam, preferem receber afeto. Apesar de ter os lábios inferiores mais avantajados, nenhum homem se importaria em dar amor à Sandra Bullock.
Dentes Ainda falando de boca, os dentes também revelam características interessantes. O tamanho e a disposição deles indicam dois fatores (com a vantagem de ambos serem positivos): personalidade estimulante ao sexo, nos casos de dentes grandes, e órgãos genitais bem dispostos, que proporcionam prazer ao parceiro, nos casos de dentes pequenos. A explicação traz algum sentido à rivalidade mantida entre os fãs de Julia Roberts e Nicole Kidman - a primeira dona de um largo sorriso, enquanto Nicole encanta pela discrição.
Olhos Não é a toa que a troca de olhares, aliada a algumas piscadelas, normalmente faz sucesso no início da paquera. Os olhos funcionam como guias do impulso sexual, basta atentar ao tamanho deles em relação ao rosto: quando grandes, indicam bons amantes, normalmente pouco afeitos à sedução verbal. Por isso, é tão comum encontrar pessoas de aparência superexpressiva, mas muito introspectivas. Trata-se, no fundo, de uma estratégia (ainda que inconsciente), que privilegia a manifestação de desejos e sentimentos por meio do olhar, em vez das palavras. Já o olhar fininho e sorrateiro, como o de Richard Gere, disfarça a personalidade mais racional de seus donos.
Sobrancelhas Até as sobrancelhas têm seus segredos. Mais especificamente, o espaço entre elas. Se a distância entre uma e outra for de mais de dois dedos indicadores, significa que o homem ou a mulher tem forte impulso sexual. Mas se controle e não saia correndo para medir a distância entre as sobrancelhas do Keanu Reeves, caso o encontre pelas ruas, algum dia - mesmo porque, no caso dele, a régua é dispensável.
Orelhas Os pontos erógenos (que provocam excitação) das orelhas são velhos conhecidos de muita gente. Mas poucos sabem dos segredos de personalidade que podem ser revalados por essa parte do corpo. Orelhas finas e pequenas são sinais de potencial sexual mais fraco, ao contrário das grossas e carnudas - atributo que só reforça o charme do veterano Sean Connery, por exemplo.
Nariz Mulheres com nariz fino, magro, ossudo ou pontudo têm personalidades marcantes, tendendo a ser mais sensíveis e nervosas. Também são consideradas mulheres naturalmente mais lascivas, segundo os autores do livro. Tese comprovada pela cantora Madonna, que coleciona um bom catálogo de ex-namorados. Já as mulheres de nariz pequeno e achatado tendem a ser mais afetuosas.


Coisa babaca. Deixaram de citar algumas partes importantes, não acham?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O destino da folha

Fiz desta folha página de um diário que nunca tive, pela urgência que tenho de compor o que está confusamente grafado dentro de mim.

De um repente não tão repentino, essa mera folha branca, há muito tempo esquecida na gaveta, tomou proporções que nem eu nem ela podíamos imaginar.

Semelhanças...

Era apenas uma folha de papel.

Dona de uma beleza modesta, sem grandes adornos. Tiras coloridas nas laterais, furinhos simétricos, marca da fábrica, 30 linhas pretas corriqueiras envoltas por uma fina moldura.
Era assim: Como outra qualquer. Verdadeiramente idêntica às suas 99 companheiras de bloco, que tiveram destinos diversos> Bombardeadas por ideogramas, emprestadas a amigos, dobradura, rascunho, e outras funções em que a folha em si não tem grande importância.


Folhas comuns, possuidoras da mais completa monotonia.

Esqueçamos das suas semelhantes e tratems desta.

Primeiro honrei com um "a" a segunda linha da folha. Por esse ato sem esforços já elevei a folhinha ao status de página. Não pretendo numerar, seria ostentação.

Depois o tema se despejou lentamente sobre as linhas, de forma desorganizada, e agredi então algumas delas com a branquidão da minha borracha. Continuo com a lapiseira.

O começo foi assim. Deu-se com tal naturalidade que me restam 5 linhas pra eu ter que virar a página, e a folha que antes só era folha é agora a base de um texto concreto, pensado, e futuramente trabalhado.

Sem que eu quisesse, deixaste de ser uma qualquer e te escreveste importante.

Mas por que motivo seria de outra maneira,já que tantas outras coisas na existência humana se dá do mesmo jeito?

A embalagem vazia de tic tac de cereja. Milhares de caixinhas iguais, mas a que eu possuía era única. Ele me dera, logo antes do primeiro beijo. Lembranças outrora guardadas e agora já em processo de esquecimento.

A sainha branca, tão ordinária, mas que por servir-me agora, depois de longos anos de espera e sofrimento, valem o mais exclusivo Chanel.
Você.


Claro que eu chegaria a você. Minha lapiseira já se posiciona propensa a te metaforar ou desfigurar. Aguarda meus engenhos.
Corpo entre muitos outros. Olhos comuns, cabelos transfigurados pela situação. Um bicho qualquer.


Mas veio o escancarar do teu sorriso me derrubar. Caí querendo. E o afago desapercebido nas mãos: beijos. Entrei

Entrei porque você, pedindo que eu não quisesse, fez-me entrar. De teimosia teria ficado, mas o issoaqui apagou a teimosia e fez-se imperador de mim, que sou teu reino.

Uma folha de papel, leito de confissão.

Teu sorriso branco, minha perdição.



(novembro de 2008)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Tenho


Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Medo... que dá medo do medo que dá

Miedo
Lenine
Composição: Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis