terça-feira, 7 de abril de 2009

Não importa quantas vezes ela o encontra, durante quanto tempo se conhecem nem a frequência com que se falam.
É deitar seus olhos de afeto naqueles olhos negros que tudo acontece.
Ainda não se acostumou com a presença dele em si. A idéia de tê-lo transborda a cada suspiro, sua presença acelera ferozmente sua respiração.
Ela finge, finge. Já não é mais menina. É mulher forte, segura, inabalável...
Mas perde o chão a cada beijo indescritível que ele deposita em sua boca.
Aquele tipo de beijo que só de pensar me faz fechar os olhos e transfigura de imediato meu rosto sério de reflexão e busca de palavras adequadas num simples sorriso apaixonado (sem o perdão da palavra).
E os sorrisos dela são tão frequentes! Vêm de carona com a idéia dele, com sua presença no seu coraçãozinho aberto.
E o sorriso que é de satisfação total é também de anseio pelo próximo encontro. Não tem pressa, apenas vontade forte e desejo quase que incontrolável. Mas controlo.
Controla, mas continua mordendo os lábios de pensar no abraço forte que a deixa sem ar.
E tenta não emendar um pensamento no outro, mas é inevitável.
Vai do olhar doce ao abraço protetor, do beijo quente ao toque voraz...
E já já adormeço flutuando com a lembrança do seu corpo lindo no meu. Abrigando o meu corpo que ineditamente vejo como pequeno e frágil.
Quis falar palavras bobas, cor de rosa, mas preferi escrever.
Uma boa noite.
Chega, Julinha. vai estudar...

quinta-feira, 12 de março de 2009

um engano

Ultimamente não tenho tido muito tempo pra escrever coisas novas, então sinto não lhes atualizar sobre tudo (mas meus e-mails servem pra isso também :P).
Resolvi, então, postar um texto que escrevi em 2006. Numa época em que minha produção foi um tanto influenciada por traços roseanos, como perceberão.
Não o assunto, já que não trato do nosso sertão. Como já perceberam, meu assunto é geralmente o mesmo, e acho que vocês já devem até ter cansado. Sei que o cansaço se me antecipa.
De qualquer maneira, meu textinho. Tenho certo apreço por ele, porque não editei e ele me saiu muito natural quando o concebi. É assim que vocês o lêem.
Quem sabe de mim pode rir ao final, já que o final foi-me engano.
Não coloco o título para preservar o anonimato do meu "você".



O trágico nunca - nunquinha - vem a conta gotas. Daí veio você. A branquice do abrir da tua boca, aquele todo-largo derrubou tudo, com tudo, no meu tudoisso. No nemsefalar do beijo, a nomeupescoço barba, o corpirradinho foi ficando, suando, suando.
Daí teu aquilengraçadinho em mim.
Num num-sei-que quentinho, estranho assim, você ficou ficando.
E foi-se embora, me machaducando, me infernandesando. Nem um tchau ou até nunca mais ver. Ficaram reticências.
E passou semana, mês, homens, sexo, meses, e a reticência continuava reticenciando. Minhas lágrimas imitavam, continuavam, e quase quase as ensinavam. Porque avam, avam. Avando, assim, sem parar, eu ia com elas: Buá.
Deu-se que um dia eu cansei de buar. As infinitas pequeninas, teimosas e fingidinhas, buavam sem parar, grudadas em reticências.
Um homem bom. Um ponto upsou, assim, bem de surpreendentesa. O outro, mais em mim, muito em mim, em mim demais, ficou por finitos maio, junho e julho. Quando se deu infinitamente o agosto, aconteceu:
Flup!
Mas, sem mais, no mais das más lembrancinhas curtinhas de você, assim, tão efêmero - bola de sabão- flupou.
e eu fiquei assim, contentinha, porque sumiu mais um ponto das reticências - e você, sapeca, dividira-se em dois deles.
Sumiram os insistentes, e ficou só o tão amado, idolatrado- Salve salve! - e esperado:
O final.

21/09/2006

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Esse cara

Sem muita disposição pra escrever hoje, então posto aqui a letra de uma música do Caetano, Esse cara, que é tantos caras pra tantas de nós.

Ah, que esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Como os olhos de um bandido
Ele está na minha vida porque quer
Eu estou pra o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada, ele some
Ele é quem quer
Ele é o homem
Eu sou apenas uma mulher

Nesse vídeo estão Chico e Caetano ainda moços. Caetano canta Tatuagem (uma de minhas músicas preferidas do Chico), e Chico canta Esse Cara
http://www.youtube.com/watch?v=TB6Cpy-X7A8


enjoy!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Que inveja da Paula!

Ontem me deitei por volta da meia noite e durante quase uma hora fiquei perdida nos meus devaneios, numa luta desigual contra meu sono fraco.
Minha imaginação alcança lugares inalcançáveis e pessoas inatingíveis, e deitada nas minhas aconchegantes fantasias, minha felicidade lateja.
Como é cruel o Acaso...
No fatídico momento em que eu desejava o improvável, berrou no escuro meu celular. Foi à 1:02:26 da manhã.
Dei um pulo de susto e abri sorriso de felicidade, crendo na força do meu pensamento.
"É ele!"
Ria-se, ria-se. Eu ri também.
Abri meu celular e o visor também riu da minha cara. Não apareceu seu nome (pois é... agora o tenho na minha agenda, pra ver se minha memória se desacostuma com a ordem dos números que já inúmeras vezes foram discados em vão), ao invés disso 7353... QUE ÓDIO
Nem me dei ao trabalho de atender, pois além de provavelmente ser a cobrar, eu já falei pro imbecil que me liga que eu não sou a porra da Paula e não estou me importando se ele a ama ou não!!! Na cólera de frustração em que eu me encontrava, o insistente rapaz ouviria palavras nada agradáveis, então nem atendi.
Ai me coloquei no lugar do pobre coitado.
Tirando o fato de ele ser, de fato, um imbecil, uma vez que eu já lhe disse que eu NÃO SOU A PAULA, temos algo em comum: Somos ambos persistentes.
Depois que ignorei sua ligação imaginei que ele deveria estar se sentindo exatamente do jeito em que me sinto quando uma ligação minha é deixada de lado.
Deixei de lado porque incomodou-me. De certo incomodo também.
Não quero ouvir o que essa pessoa tem a dizer, e talvez você também não queira.
Ai, ai... Como pode ser cruel o Acaso.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Comemoro

Eu sou do tipo de pessoa que celebra as pequenas conquistas. Coisas que me são importante, mas que para outras pessoas não tem o mínimo significado.
Comemorei demais quando passei na UFSC. Menos por ter entrado na universidade do que por então ter a certeza de não mais ter que fazer cursinho. Comemorei quando passei na UNESP, pois era pra Araraquara mesmo que eu queria ir. Eu? Voltar a morar em São Paulo, aquela cidade caótica? Nem que me paguem.
Não me pagaram, mas me mandaram. Quando passei na USP não houve aquele momento em família em que se discute pra onde é melhor ir: Vai pra USP.
Pois fui, comemorei, gostei e fiquei.
Comemorei quando consegui pegar a habilitação que eu queria, assim como comemoro intimamente todos os ideogramas que eu consigo reconhecer só de bater o olho.
Comemoro com sorrisos de contentamento todos os momentos que passo com os meus. Sei o valor que amigos e família têm na minha vida, e durmo, sem brincadeira, todas as noites agradecendo à Deus (ou ao Universo, ou ao meu Anjo da Guarda, ou coisa que o valha) por eu ter a família que eu tenho. Acredito que pra mim cabe muito agradecer do fundo do coração, considerando que eu poderia ter tido uma vida completamente diferente se tivesse sido adotada por outra família.
Então agradeço o perfect timing dos meus pais (os reais, os únicos que conheço, me importo e amo). Por causa deles tenho as irmãs que tenho, a família que tenho e, sim, os amigos e a vida que tenho.
Comemorei quando consegui entrar na saia que por anos ficou esquecida, e que posteriormente foi pendurada pra fora do armário para que eu me visualizasse dentro dela. Comemoro mais ainda por saber que hoje a saia me cabe muito bem, e que já não tenho roupa alguma pendurada pra fora.
Comemorei como uma criança que ganha um brinquedo novo o dia em que mudei de decimal nos meus quilos. Uma vez, e depois, novamente. Sai dos 70! Relendo escritos meus de um ano atrás, chegar nos 70kg parecia algo inalcançável, e hoje, não apenas consegui, como ultrapassei e continuarei emagrecendo até alcançar minha meta. Comemoro cada grama emagrecida. "Mereço, aceito, agradeço e quero mais."
Comemorei quando consegui correr 40 minutos sem parar, depois 45, 50, 55, 60, 65, 75, 85 e 95!! Uau! 95 minutos de corrida, Julinha! "Não imaginaste que terias este preparo, né?"
Não, não imaginei.

Sorrio a todo elogio que recebo, a todo flerte inesperado. Gosto de ver meu trabalho reconhecido
Todos os dias que consigo superar meus limites eu comemoro, pois a cada pequena barreira que eu venço, cada carga adicional na musculação, cada 100 metros a mais percorridos, aproximo-me do meu objetivo, e me certifico de que, realmente, nada é impossível desde que queiramos. A cabeça também aprende com o corpo.
Comemorei as decisões acertadas que tomei recentemente, mesmo tendo passado por momentos críticos, e mesmo tendo escolhido um outro caminho pra minha vida.
Tenho muitos motivos para ser grata e para comemorar.
Mas ainda falta comemorar muita coisa.
Agora o que eu finjo querer é comemorar o dia em que passarei sem pensar em você.
Não digo as horas, porque não sou assim tão romântica, e tenho vida própria.
Mas a manhã em que acordarei sem pensar em você será praticamente inédita nos últimos 3 anos. 3 anos!
As noites têm sido diferente. Sempre penso, ás vezes fantasio, ás vezes sinto falta, nostalgia.
E meus sonhos ás vezes conseguem se livrar do pensamento em você.
Ontem fui dormir pensando em você, mas comecei a sonhar em paz.
Mas que inferno! Mensagem às 5 da manhã! Deve ser aquele louco que acha que eu sou uma tal de Paula, e que fica ligando a cobrar e se declarando por mensagens.
Não era. Não era declaração, era só você me respondendo objetivamente uma pergunta que eu já não tinha grandes esperanças de ser respondida.
No meio da minha noite meu sono foi interrompido. Sem problemas, logo voltei a dormir. O meu problema foi depois disso não ter conseguido convencer meus sonhos a não se configurarem em você.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

I´m yours

A pedido da Vivizinha (quem me apresentou essa música que não é exatamente a fina flor das composições, mas é bonitinha :P)

Peço perdão desde já pela minha má performance ao violão, mas achei melhor assim do que à capella.

E não aparecer meu rosto inteiro não foi por acaso. Não é necessário. As pessoas que acessam o blog já tão mais do que cansadas de verem meu rostin.

Bom carnaval a todos!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

(auto) tapa na cara

Recebi um artigo, novamente, daquele canal feminino, e veio a calhar.
O título é sugestivo: "Ele está afim de você?"
Mas se enganam se pensam que se trata de um simples teste em que se assinala "a" ou "b", e, se a maioria das suas respostas for "a", ele está te Amando, e se der "b", você é uma Babaca/Bocó/Boba, ou, ainda, ele tem intenção de te dar uma Bota.
Não.
O artigo, na verdade, não está entre os 100 melhores que eu já li. Às vezes tenho a impressão que não há tipo de esforço algum para escrever artigos que realmente interessem a mulheres (e não somente a menininhas leitoras de Capricho).
Enfim... O artigo em si me fez pensar sobre relacionamentos (propriamente ditos, pseudo ou proto) meus e de minhas amigas, e é nada impressionante, na realidade, como vários nomes me vieram à cabeça. Certamente vocês também se lembrarão de pessoas próximas. Uma frase, no entanto, despertou minha atenção por ser uma das verdades inegáveis do mundo: "a maioria dos homens não sabe dispensar uma mulher". Frase dita por um homem, Greg Behrendi, um dos roteiristas de Sex and the City e co-autor do livro "Ele simplesmente não está a fim de você".

No tédio em que me encontro neste Carnaval sem folia nem vontade de cair na gandaia, fiz uma retrospectiva de relacionementos meus e de que eu tive conhecimento (de amigas e amigos).
Não citarei nomes, mas, amigas, os sapatos disponíveis provavelmente cabem a mais de um que conhecemos :P

Fiz uma lista de algumas maneiras que os homens têm para tentar fazer-se entender que não estão interessados.

1- Achei necessário formar um grupo no item 1, já que as ações (ou falta delas) são semelhantes
a) Não ligam no dia seguinte (ou quando dizem que vão ligar)
b) Não atendem telefonemas nem mandam sms
c) Não respondem no msn
d) Não nos procuram no orkut
e) Atendem sem querer e desligam na nossa cara
f) Vêem que ligamos e não retornam

Acredito que de todas as formas de um cara não saber como dar um fora na mulher, estas do primeiro grupo são as piores. Não pretendo discutir caráter nem motivos. Digo que são as piores porque para nós simplesmente não faz sentido algum. Para toda mulher parece muito natural e imediato responder uma mensagem quando recebida, e atender ao telefone quando toca (e na impossibilidade de fazê-lo, retornar a ligação). Acredito ser questão de consideração e educação.
Quando isso acontece comigo eu fico desejando um dia encontrar na rua o cara e ligar pra ele, só para ver sua cara quando ele vê que estou ligando e não responde. Seria uma interessante experiência. Será que eles fazem cara de sarro? De "que saco, ela de novo!"?

2- (tirando do artigo) Depois de alguns encontros, o cara desaparece.

Se tem uma coisa que irrita profundamente não só a mim, como -acredito- a todas as mulheres é coisa mal-resolvida. Não é legal tomar nem dar fora, todos sabemos, mas deixar a coisa "no ar" é pior do que tudo. Mesmo que eles inventassem uma desculpa obviamente esfarrapada do tipo "vou mudar de cidade" ou "tenho dúvidas quanto à minha opção sexual" é melhor do que não dar um fim na coisa. O que eles parecem não entender é que nós somos, sim, capazes de absorver o que "não" significa, e que sobreviveremos ao fora. Além disso, não passa pela cabeça dos moçoilos que algumas mulheres necessitam da palavra final para colocarem fim no relacionamento.

3- A arte de enrolar.
Natural born artists são os homens. Movidos pela incapacidade de dar fim àquilo que não lhes interessa, eles simplesmente ficam num vai-não vai contínuo e desesperador. Às vezes ligam, marcam de sair e não aparecem. Respondem sms super fofos e dão bolo. Eles dão o bolo enquanto nós ficamos em banho-maria, até que eles estejam a fim de uma trepada fácil ou de um step pra acompanhá-los no churrasco do amigo.

4- A desculpa do sem tempo
Clássica.
Valendo-se da verdade que é viver na correria, principalmente da vida paulistana, o rapaz, trabalhador, estudioso, dedicado à família, nega todos seus convites de vocês voltarem a se encontrar. Enquanto isso, nós ficamos aflitas, esperando que surja uma horinha livre na agenda do rapaz para que possamos ir a um barzinho ou ao cinema. Muito provavelmente, SE ele voltar a nos procurar, a proposta de programa será completamente outra.

5- O indeciso
Acontece de o cara não ter certeza de seus sentimentos. Novidade para ele: Nós também não temos sempre. Independente disso, optamos por curtir os momentos agradáveis que passamos juntos ao invés de simplesmente tomar chá de sumiço. Não precisamos ter certeza do que sentimos para ter certeza do que nos faz bem. Eles às vezes parecem esquecer de tudo enquanto procuram certezas que talvez nunca encontrem.

6- O amedrontado
Uma novidade para os rapazes: Gostar de ficar junto não significa pedir em casamento (nem em namoro). Embora a mulherada tenda a fantasiar churrascos em família acompanhada pelo moçoilo, assistir juntinhos ao por do sol e brindar o Ano Novo juntos, nem toda mulher tem pressa de namorar. Cito Machado de Assis:
"Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento."


Certamente conhecemos e já nos relacionamos com alguém que atenda a uma (ou várias) das alternativas acima.
Não escrevi aqui para aconselhar ninguém além de mim mesma a repensar sua conduta quando lida com um cara desse tipo.
Às vezes tento argumentar que os homens são "sem noção" e "desligados", o que, de fato, são. Argumento por ser teimosa e persistir em algo que acredito que possa dar certo. Mas talvez seja hora de me dar um tapa na cara e acordar. Ele NÃO está interessado em mim. Se eu fizesse uma lista de motivos para acreditar que ele está afim e outra que ele não está afim, certamente a segunda teria algumas páginas, enquanto a primeira não passaria de poucas linhas.
Mas, terrivelmente, os fatos que me fazem pensar que sim por algum motivo me dão esperança e falam mais alto. Eu ando paciente e tolerante, não sei se até demais. Mas minha paciência parece ínfima quando lido com pessoas que são excessivamente pacientes.
Mas temo que confundo essa suposta paciêcia excessiva com falta de interesse. Então fico neste turbilhão de idéias e emoções, sem poder fazer nada além de escrever.
Vou ler um livro.

o link do artigo: http://www.minhavida.com.br/materias/bemestar/Ele+esta+a+fim+de+voce.mv?utm_source=news_mv_f&utm_medium=09_02_19&utm_term=header&utm_content=materia_dt&utm_campaign=afim_voce