quinta-feira, 12 de março de 2009

um engano

Ultimamente não tenho tido muito tempo pra escrever coisas novas, então sinto não lhes atualizar sobre tudo (mas meus e-mails servem pra isso também :P).
Resolvi, então, postar um texto que escrevi em 2006. Numa época em que minha produção foi um tanto influenciada por traços roseanos, como perceberão.
Não o assunto, já que não trato do nosso sertão. Como já perceberam, meu assunto é geralmente o mesmo, e acho que vocês já devem até ter cansado. Sei que o cansaço se me antecipa.
De qualquer maneira, meu textinho. Tenho certo apreço por ele, porque não editei e ele me saiu muito natural quando o concebi. É assim que vocês o lêem.
Quem sabe de mim pode rir ao final, já que o final foi-me engano.
Não coloco o título para preservar o anonimato do meu "você".



O trágico nunca - nunquinha - vem a conta gotas. Daí veio você. A branquice do abrir da tua boca, aquele todo-largo derrubou tudo, com tudo, no meu tudoisso. No nemsefalar do beijo, a nomeupescoço barba, o corpirradinho foi ficando, suando, suando.
Daí teu aquilengraçadinho em mim.
Num num-sei-que quentinho, estranho assim, você ficou ficando.
E foi-se embora, me machaducando, me infernandesando. Nem um tchau ou até nunca mais ver. Ficaram reticências.
E passou semana, mês, homens, sexo, meses, e a reticência continuava reticenciando. Minhas lágrimas imitavam, continuavam, e quase quase as ensinavam. Porque avam, avam. Avando, assim, sem parar, eu ia com elas: Buá.
Deu-se que um dia eu cansei de buar. As infinitas pequeninas, teimosas e fingidinhas, buavam sem parar, grudadas em reticências.
Um homem bom. Um ponto upsou, assim, bem de surpreendentesa. O outro, mais em mim, muito em mim, em mim demais, ficou por finitos maio, junho e julho. Quando se deu infinitamente o agosto, aconteceu:
Flup!
Mas, sem mais, no mais das más lembrancinhas curtinhas de você, assim, tão efêmero - bola de sabão- flupou.
e eu fiquei assim, contentinha, porque sumiu mais um ponto das reticências - e você, sapeca, dividira-se em dois deles.
Sumiram os insistentes, e ficou só o tão amado, idolatrado- Salve salve! - e esperado:
O final.

21/09/2006

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