terça-feira, 7 de abril de 2009

Não importa quantas vezes ela o encontra, durante quanto tempo se conhecem nem a frequência com que se falam.
É deitar seus olhos de afeto naqueles olhos negros que tudo acontece.
Ainda não se acostumou com a presença dele em si. A idéia de tê-lo transborda a cada suspiro, sua presença acelera ferozmente sua respiração.
Ela finge, finge. Já não é mais menina. É mulher forte, segura, inabalável...
Mas perde o chão a cada beijo indescritível que ele deposita em sua boca.
Aquele tipo de beijo que só de pensar me faz fechar os olhos e transfigura de imediato meu rosto sério de reflexão e busca de palavras adequadas num simples sorriso apaixonado (sem o perdão da palavra).
E os sorrisos dela são tão frequentes! Vêm de carona com a idéia dele, com sua presença no seu coraçãozinho aberto.
E o sorriso que é de satisfação total é também de anseio pelo próximo encontro. Não tem pressa, apenas vontade forte e desejo quase que incontrolável. Mas controlo.
Controla, mas continua mordendo os lábios de pensar no abraço forte que a deixa sem ar.
E tenta não emendar um pensamento no outro, mas é inevitável.
Vai do olhar doce ao abraço protetor, do beijo quente ao toque voraz...
E já já adormeço flutuando com a lembrança do seu corpo lindo no meu. Abrigando o meu corpo que ineditamente vejo como pequeno e frágil.
Quis falar palavras bobas, cor de rosa, mas preferi escrever.
Uma boa noite.
Chega, Julinha. vai estudar...